sexta-feira, 24 de junho de 2011
Elói Pietá faz palestra em Itaquaquecetuba
O ex-prefeito de Guarulhos e atual secretário-geral do Partido dos Trabalhadores, Elói Pietá, realizou na última quinta (09 dejunho) uma palestra obre reforma política na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Itaquaquecetuba, evento que foi prestigiado por lideranças de vários partidos da cidade.
O tema da palestra foi a reforma política que deve trazer várias mudanças nos mecanismos eleitorais nos próximos anos. O petista afirmou que não se pode garantir que todas as mudanças que ele citou serão concretizadas, mas ele observa que que aualmente existe "uma conjuntura favorável" à reforma em Brasília.
Apesar do frio, um público significativo compareceu ao evento. A maioria era formada por lideranças e militâncias partidárias. Estavam presentes representantes do PT local, do PCdoB, PDT, PP, PSL e PV.
Elói Pietá atacou sem rodeios o financiamento de campanhas eleitorais por grandes empreas e apresentou a proposta petista de financiamento público. "Quem financia as campanhas são as empreiteiras, as fornedoras dos governos, os grandes bancos, as grandes mineradoras. E isso não acontece apenas a nível federal, mas também nas disputas estaduais e até nas grandes capitais como em São Paulo", disse.
"E voçês acham que eles são financiadores da política porque estão imbuídos de espírito público, ou de uma generosidade excepcional com o Brasil?", questionou.
O secretário-geral do PT ponderou que financiadores privados só existem porque as campanhas estão cada vez mais caras. Ele usou Itaquaquecetuba como exemplo: apenas quem tiver recursos financeiros será capaz de se comunicar com o quase 200 mil eleitores da cidade. "Não dá pra usar um carro de som para falar com 200 mil eleitores", emendou.
Elói Pietá afirmou que em todo país as concorrências públicas para serviços e fornecimento de materiais aos governos acaba servindo como moeda de troca entre financiadores e políticos eleitos.
O ex-prefeito de Guarulhos enfatizou que o financiamento público exclusivo das campanhas eleitotais não é uma invenção petista, mas já existe em dezenas de paises como forma de evitar que só quem tenha dinheiro próprio ou de empresas seja capaz de fazer uma campanha de bom nível em termos de comunicação.
Pietá contou que os partidos estão interessados em operar a mudança no sistema eleitoral. "Existe uma conjuntura favorável à reforma, muitos partidos estão apoiando essa mudança", comentou. As mudanças começariam a valer em 2014 quando haverá nova eleição presidencial (deputados e senadores). Após detalhar como funcionaria o novo sistema eleitoral, o petista apresentou argumentos para quem critica a mudança porque se opõe ao uso de dinheiro público para fins eleitorais. Ele sugeriu que isso já acontece hoje de forma não-oficial e para beneficiar apena grandes empresas com contratos governamentais.
"Tem gente que reclama: ´é o povo que vai pagar´. Mas quem é que paga as campanhas, no fim das contas? O dinheiro que a empreiteira aplica na campanha vem de algum lugar, certo? Será que vem do custo das obras públicas? Eu acredito que existe um segreto e desagradável financiamento público indireto da campanhas eleitorais, que favorece corrupção e aumento dos custos do poder público", argumentou.
Participaram do encontro no Sindicato dos Metalúrgicos de Itaquaquecetuba Valdir Coelho (PSB), Adriana da Costa (PP), Oscar Cabrera (PCdoC), José Reis (PDT), Maria Dávila (PSL) e o deputado estadual Luiz Moura (PT).
Eles foram recebidos pelo líder dos metalúrgicos, Magrão, e parabenizaram o petista pelos esclarecimentos sobre a reforma política.
Todos prestaram muita atenção quando o secretário-geral do PT falou sobre a possibilidade de segundo turno em Itaquaquecetuba. "É uma das maiores dúvidas das lideranças: teremos ou não segundo turno? Eu penso que todo presidente de partido, todo militante nesse encontro tem essa preocupação consigo", destacou.
Em seguida, sugeriu que os partidos façam um esforço interno para empreender uma campanha de filiação no sentido de garantir o segundo turno. "Fica o convite a todos o representantes partidários que desenvolvam suas campanhas de filiação, pois é muito importante que haja um segundo turno em termos de discussão de idéias e colocação mais clara de projetos e posições sobre o candidatos", encerrou.
domingo, 5 de junho de 2011
Paulo Teixeira participa de debate sobre reforma política em Poá
Paulo Teixeira, deputado federal e líder da bancada do PT na Câmara dos Deputados, falou da proposta defendida pelo Partido dos Trabalhadores, como voto em lista, financiamento público de campanha, garantia de maior participação de mulheres, no preenchimento das vagas na Câmara, não apenas o número de candidaturas. Teixeira também destacou que a sociedade deve discutir mais o assunto e exercer maior pressão, apresentando sugestões.
1º Encontro de Blogueiros do Alto Tietê é realizado com sucesso
Apesar do frio, mais de 150 pessoas sairam de suas casas para participar o 1º Encontro de Blogueiros e Redes Sociais do Alto Tietê, realizado no Centro Cultural Taiguara, em Poá, no dia 04 de junho de 2011. Durante o evento que durou o dia todo foram apresentadas palestras de jornalistas como Paulo Henrique Amorim, Aparecido Lima, Leonardo Sakamoto e Cesar de Oliveira, do ativista social Eduardo Guimarães, do advogado Rodrigo Sérvulo, do deputado federal Ivan Valente, da blogueira Ana Maria Coelho, entre outros.
"Nosso objetivo foi reunir blogueiros da região e de outros Estados para que haja uma integração e se discuta questões relacionadas à liberdade de Imprensa e de expressão na Internet", destacou um dos organizadores do encontro, Jair Pedrosa. Segundo ele, 194 pessoas se inscreveram para as palestras e mesas de debate.
O primeiro palestrante, Paulo Henrique Amorim contou um pouco da história do 1º Encontro Nacional de Blogueiros, realizado no ano passado, em São Paulo, e convidou todos à participar do
2º Encontro que será realizado em Brasília nos dias 17, 18 e 19 de junho.
Já Eduardo Guimarães, autor do Blog da Cidadania (http://www.blogcidadania.com.br/), destacou que esse tipo de plataforma faz parte de um universo que está mudando radicalmente o mundo. "Trata-se do primeiro meio de comunicação alternativo capaz de atingir grandes contingentes. O blog viabilizou o processo que desarticulou o sistema de comunicação anterior, que era composto apenas por rádio, televisão e jornal", comentou.Segundo ele, é importante que se discuta a existência das redes sociais, porque elas dão voz para a população. "Essa é primeira vez na história da humanidade que se tem possibilidade de todos os cidadãos falarem da mesma forma. Basta ter acesso à Internet e saber o que dizer". Guimarães ressaltou ainda que na televisão as notícias podem chegar mais rápido, mas no universo virtual ela é mais contínua. "A notícia circula e pode ser acessada para sempre", completou.
O jornalista Leonardo Sakamoto, com comentários ácidos e bastante pessimista, fez críticas aos governos Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma, alegando que deram continuidade ao mesmo modelo dos governos militares, resultando no desmatamento da Amazônia e mais mortes em conflitos.
Ivan Valente comentou da aprovação do Código Florestal pela Câmara dos Deputados, um desastre para as gerações futuras, e destacou a necessidade da sociedade se mobilizar mais para defender seus interesses,
e que a internet é uma ferramenta muito importante.
No fim do Encontro, os blogueiros aprovaram um documento e dicidiram se organizar em Movimento dos Blogueiros, e continuar na luta de maneira mais articulada.
"Nosso objetivo foi reunir blogueiros da região e de outros Estados para que haja uma integração e se discuta questões relacionadas à liberdade de Imprensa e de expressão na Internet", destacou um dos organizadores do encontro, Jair Pedrosa. Segundo ele, 194 pessoas se inscreveram para as palestras e mesas de debate.
O primeiro palestrante, Paulo Henrique Amorim contou um pouco da história do 1º Encontro Nacional de Blogueiros, realizado no ano passado, em São Paulo, e convidou todos à participar do
2º Encontro que será realizado em Brasília nos dias 17, 18 e 19 de junho.
Já Eduardo Guimarães, autor do Blog da Cidadania (http://www.blogcidadania.com.br/), destacou que esse tipo de plataforma faz parte de um universo que está mudando radicalmente o mundo. "Trata-se do primeiro meio de comunicação alternativo capaz de atingir grandes contingentes. O blog viabilizou o processo que desarticulou o sistema de comunicação anterior, que era composto apenas por rádio, televisão e jornal", comentou.Segundo ele, é importante que se discuta a existência das redes sociais, porque elas dão voz para a população. "Essa é primeira vez na história da humanidade que se tem possibilidade de todos os cidadãos falarem da mesma forma. Basta ter acesso à Internet e saber o que dizer". Guimarães ressaltou ainda que na televisão as notícias podem chegar mais rápido, mas no universo virtual ela é mais contínua. "A notícia circula e pode ser acessada para sempre", completou.
O jornalista Leonardo Sakamoto, com comentários ácidos e bastante pessimista, fez críticas aos governos Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma, alegando que deram continuidade ao mesmo modelo dos governos militares, resultando no desmatamento da Amazônia e mais mortes em conflitos.
Ivan Valente comentou da aprovação do Código Florestal pela Câmara dos Deputados, um desastre para as gerações futuras, e destacou a necessidade da sociedade se mobilizar mais para defender seus interesses,
e que a internet é uma ferramenta muito importante.
No fim do Encontro, os blogueiros aprovaram um documento e dicidiram se organizar em Movimento dos Blogueiros, e continuar na luta de maneira mais articulada.
domingo, 29 de maio de 2011
Moradores prejudicados com Pajoan realizam ato e pedem fim de aterro
Moradores de bairros que ficam próximos ao Aterro da Pajoan fizeram uma passeata em protesto às consequências da explosão ocorrida no local. A manifestação pedia o fechamento permanente do aterro e soluções para os problemas que ele gera nas casas das pessoas. As principais reclamações eram sobre o cheiro, bichos e problemas respiratórios.
A passeata foi organizada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e com um carro de som, o grupo de pessoas caminhou até a Praça Padre João Álvares, no Centro de Itaquaquecetuba. Na praça, faixas e bexigas exibiam frases pedindo a extinção do lixão.
A intenção era chamar a atenção para a forma como a situação tem sido tratada. “Nosso protesto é pelo descaso com que estão tratando o problema. Para quem mora lá, a qualidade de vida está bem comprometida. Os mais afetados têm sido os moradores dos bairros Louzada, Josely, Pinheirinhos e Lucinda.”, explicou o presidente do PT de Itaquá e presidente do Conselho de Sociedade Amigos de Bairro, José Henrique Genésio. Os manifestantes não tinham propostas, mas querem discutir o assunto. “Nós não temos uma proposta, queremos abrir uma discussão com a empresa e com o poder público. Estamos propondo uma audiência pública no dia 16 de junho com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) para que seja explicado o que já foi feito e como eles pretendem agir no aterro.”
Esteve presente no manifesto o vereador Oscar Cabreira (PCdoB) que explicou a sua posição. “Entendo que Itaquá já ajudou a região. Queremos uma outra destinação para o lixo”.
A dona de casa Sheila Costa mora próximo ao aterro e falou dos problemas que tem enfrentado. “Mau cheiro o dia inteiro, muito pó e um monte de bichos e insetos”.
A passeata foi organizada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e com um carro de som, o grupo de pessoas caminhou até a Praça Padre João Álvares, no Centro de Itaquaquecetuba. Na praça, faixas e bexigas exibiam frases pedindo a extinção do lixão.
A intenção era chamar a atenção para a forma como a situação tem sido tratada. “Nosso protesto é pelo descaso com que estão tratando o problema. Para quem mora lá, a qualidade de vida está bem comprometida. Os mais afetados têm sido os moradores dos bairros Louzada, Josely, Pinheirinhos e Lucinda.”, explicou o presidente do PT de Itaquá e presidente do Conselho de Sociedade Amigos de Bairro, José Henrique Genésio. Os manifestantes não tinham propostas, mas querem discutir o assunto. “Nós não temos uma proposta, queremos abrir uma discussão com a empresa e com o poder público. Estamos propondo uma audiência pública no dia 16 de junho com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) para que seja explicado o que já foi feito e como eles pretendem agir no aterro.”
Esteve presente no manifesto o vereador Oscar Cabreira (PCdoB) que explicou a sua posição. “Entendo que Itaquá já ajudou a região. Queremos uma outra destinação para o lixo”.
A dona de casa Sheila Costa mora próximo ao aterro e falou dos problemas que tem enfrentado. “Mau cheiro o dia inteiro, muito pó e um monte de bichos e insetos”.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Caminhada no Marengo reúne 200 pessoas em combate à violência sexual





Aproximadamente 200 pessoas reuniram-se ontem (18 de maio de 2010) de manhã durante a 2ª Caminhada pelo Fim da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes por ruas do Parque Residencial Marengo, em Itaquaquecetuba. A iniciativa, promovida pelo segundo ano consecutivo, pelo Grupo Articulador do Marengo teve o objetivo de alertar os jovens a denunciar e a procurar ajuda em órgãos competentes da cidade quando forem submetidos a esse tipo de crime.
Uma das integrantes do Grupo, Maildes Ferreira de Holanda, destacou que o bairro foi escolhido por ter “um índice muito grande de casos” envolvendo violência contra menores. Somente em 2010, 392 casos do tipo teriam sido registrados na cidade.
“Por isso que, mais do que alertar, essa manifestação quer levar proteção por meio da informação para as crianças e adolescentes de forma que eles saibam onde podem procurar auxílio. Esse tipo de violência é um crime”, frisou.
Presente também na caminhada, a secretária municipal de Educação, Vera Garcia, observou que a iniciativa é “muito válida”. “O município não poderia deixar de apoiar um importante evento como este. De fato, precisamos ficar atentos e os jovens mais ainda”.
Munidos de camisetas brancas e bexigas de mesma cor, crianças, adolescentes e adultos participaram do evento com ajuda de um carro de som.
O deputado estadual Simão Pedro (PT) também participou da manifestação. "Fiquei sensibilizado e fiz questão de participar. A violência contra crianças é um crime que deve ser denunciado. As pessoas que são vítimas acham que este é um problema doméstico e que vai envergonhar a família, mas não é assim", argumentou. O evento contou com a participação também do Magrão, vice presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Itaquaquecetuba, Andreia Silva de Oliveira, vice diretora da Escola Municipal Alceu Magalhães Coutinho, Joelson Miranda e Maria José Vergínio, presidente e vice presidente do Conseg Itaquaquecetuba, respectativamente, Natal Rocha, do Movimento Nossa Itaquá, Guedes, da Associação de Moradores da Vila da Paz, Edson Moura, assessor da deputada federal Janete Pietá (PT), José Nogueira, o Zezão, assessor do deputado federal Paulo Teixeira (PT), José Henrique Genésio, presidente do CONSABI, Lourdes Bortotti e Raimundo Paixão, presidente e vice da Associação Espaço Criança e Adolescente - AECA, respectativamente, Zenilda Guimarães Padeiro, a Zeni, presidente da Sociedade Amigos do Pq Marengo - SAMAR, Lourdes Simplício, coordenadora da Casa Criança Esperança Nossa Senhora do Monte Bérico, José Martins Barbosa, o Zé Corintiano, presidente do Fórum do Córrego Três Pontes, Sérgio Miranda, presidente do PHS de Poá e César Diniz Souza, o Cesinha da Associação, que faz trabalho social em vários bairros de Itaquaquecetuba
A Guarda Civil Municipal (GCM) assegurou a passagem dos manifestantes pelas ruas do Parque Residencial Marengo.
A caminhada é promovida todo o dia 18 de maio, em alusão ao Dia de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Foi neste dia, na década de 70, que a criança Araceli Cabrera Crespo, de Vitória (Espírito Santo), desapareceu da escola onde estudava. A garota foi encontrada morta com suspeitas de ter sido violentada por usuários de drogas. Apesar dos desdobramentos do caso, o crime jamais foi resolvido.
terça-feira, 17 de maio de 2011
2ª Caminhada pelo Fim da Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes em Itaquaquecetuba

O Grupo Articulador do Marengo, atuante nos bairros Pq Residencial Marengo, Santa Rita e Souza Campos, em Itaquaquecetuba desde dezembro de 2008 no Projeto Plataforma dos Centros Urbanos, que é uma iniciativa do UNICEF e tem por objetivo promover o compromisso de diferentes setores da sociedade, com a redução das desigualdades e a melhoria das condições de vida, assegurando que cada criança e cada adolescente possa usufruir igualdade de políticas e oportunidades que protejam, respeitem e garantam todos os seus direitos.
A Rede Irradiar Itaquá, que foi uma iniciativa do Instituto Sou da Paz em mobilizar toda a rede de atendimento no município, a sociedade civil organizada e a iniciativa privada, para que juntos possam proteger a pessoa em situação de violência doméstica e sexual.
Estas iniciativas uniram-se para realizar a 2ª Caminhada Pelo Fim da Violência Sexual e Infantil Contra Crianças e Adolescentes no Parque Residencial Marengo, em Itaquaquecetuba.
Este evento se faz de grande importância para a região, pois, só em 2010 foram 392 casos registrados em Itaquaquecetuba.
E esse número é ainda maior, porquê poucas pessoas denunciam.
VAMOS JUNTOS MUDAR ESSA REALIDADE!
Venha para a Caminhada de camiseta branca.
Dia 18 de maio.
Saída às 9 horas, em frente da E E Profª Dulce Maria Sampaio, av. Gonçalves Dias, 961 Pq Res Marengo, Itaquaquecetuba.
Fim da Caminhada na SAMAR, av, Ferreira de Menezes, 518 Pq Res Marengo, Itaquaquecetuba, com shows, pipoca e refrigerante.
Para mais informações: Maildes mailfhol@ig.com.br Lourdes Bortotti lourdesbortotti@aeca-sp.org
Joselito jsalmeidapt@gmail.com (11)42850370 95976814.
Entenda porquê o dia 18 de maio é o Dia Nacional de Luta Pelo Fim da Violência Sexual Infantil:
ARACELI: SÍMBOLO DA LUTA CONTRA A VIOLÊNCIA INFANTIL.
Durante mais de três anos, na década de 70, pouca gente ousou abrir a gaveta do Instituto Médico-Legal de Vitória, no Espírito Santo, onde se encontrava o corpo de uma menina de nove anos incompletos. E havia motivos para isso. Além de o corpo estar barbaramente seviciado e desfigurado com ácido, se interessar pelo caso significava comprar briga com as mais poderosas famílias do estado, cujos filhos estavam sendo acusados do hediondo crime. Pelo menos duas pessoas já tinham morrido em circunstâncias misteriosas por se envolverem com o assunto.
Ainda assim, corajosos enfrentavam os poderosos exigindo justiça, tanto que o corpo permanecia insepulto na fria gaveta, como se fosse a última trincheira da resistência. O nome da menina era Araceli Cabrera Crespo e seu martírio significou tanto que o dia 18 de maio – data em que ela desapareceu da escola onde estudava para nunca mais ser vista com vida – se transformou no Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
Por uma dessas cruéis ironias, Jardim dos Anjos era onde ficava um casarão, na Praia de Canto, usado por um grupo de viciados de Vitória (ES) para promover orgias regadas a LSD, cocaína e álcool, nas quais muitas vítimas eram crianças – anjos do sexo feminino. Entre a turma de toxicômanos, era conhecida a atração que Paulo Constanteen Helal, o Paulinho, e Dante de Brito Michelini, o Dantinho, líderes do grupo, sentiam por menininhas. Dizia-se, sempre a boca pequena, que eles drogavam e violentavam meninas e adolescentes no casarão e em apartamentos mantidos exclusivamente para festas de embalo. O comércio de drogas era, e é muito enraizado naquela cidade. O Bar Franciscano, da família Michelini, era apontado como um ponto conhecido de tráfico e consumo livres.
Suspeitas sobre a mãe da menina
Araceli vivia com o pai Gabriel Sanches Crespo, eletricista do Porto de Vitória, a mãe Lola, boliviana radicada no país, e o irmão Carlinhos, alguns anos mais velho que ela. Na casa modesta, localizada na Rua São Paulo, bairro de Fátima, era mantido o viralata Radar, xodó da menina, que o criava desde pequenino. Segundo o escritor José Louzeiro que acompanhou o caso de perto e o transformou no livro “Araceli, Meu Amor” – o nome Radar foi escolhido pela garota “para que o animal sempre a encontrasse”. Araceli estudava perto de casa, no Colégio São Pedro, na Praia do Suá, e mantinha urna rotina dificilmente quebrada. Ela saía da escola, no fim da tarde, e ia para um ponto de ônibus ali perto, quase na porta de um bar, onde invariavelmente brincava com um gato que vivia por ali.
No dia 18 de maio de 1973, uma sexta-feira, a rotina de Araceli foi alterada. Ela não apareceu em casa e o pai, num velho Fusca, saiu a procurá-la pelas casas de amigos e conhecidos, até chegar ao centro de Vitória. Nada. A menina não estava em lugar algum. Só restou a Gabriel comunicar a Lola que a filha estava desaparecida e que tinha deixado seu retrato em redações de jornais, na esperança de que fosse, realmente, somente um desaparecimento. No dia seguinte, quando foi ao colégio para conseguir mais informações, Gabriel ficou sabendo que a menina tinha saído mais cedo da escola. De acordo com a professora Marlene Stefanon, Araceli tinha “ido embora para casa por volta das quatro e meia da tarde, como a mãe mandou pedir num bilhete”.
Na véspera, Lola tivera uma reação aparentemente normal ao constatar a demora da filha em chegar em casa. Primeiro, ficou enervada; depois, preocupada. No sábado, tarde da noite, sofreu uma crise nervosa e precisou ser internada no Pronto Socorro da Santa Casa de Misericórdia. Ainda no início do processo, acabariam pesando sobre ela fortes suspeitas e graves acusações. Lola foi apontada como viciada e traficante de cocaína, fornecedora da droga para pessoas influentes da cidade e até amante de Jorge Michelini, tio de Dantinho. E mais: ela era irmã de traficantes de Santa Cruz de La Sierra, para onde se mudou tão logo o caso ganhou dimensão, deixando para trás o marido Gabriel e o outro filho, Carlinhos. Não se sabe até onde Lola facilitou ou estimulou a cobiça dos assassinos em relação a Araceli.
Menina era usada no tráfico de drogas
A respeito de Dantinho e de Paulinho Helal, dizia-se que uma de suas diversões durante o dia era rondar os colégios da cidade em busca de possíveis vítimas, apostando na impunidade que o dinheiro dos pais podia comprar. Dante Barros Michelini era rico exportador de café (tão ligado a Dantinho que chegou a ser preso, acusado de tumultuar o inquérito para livrar o filho). Constanteen Helal, pai de Paulinho, era comerciante riquíssimo e poderoso membro da maçonaria capixaba. Seus negócios também incluíam imóveis, hotéis, fazendas e casas comerciais. Já o eletricista Gabriel, seu maior tesouro era a filha. No domingo, ele foi à delegacia dar queixa, onde lhe foi dito que tudo seria feito para encontrar Araceli. Na Santa Casa, ele contou a Lola o resultado de sua busca e falou da garantia dos policiais de que tudo acabaria bem. Lola pareceu não acreditar – e chorou. O escritor José Louzeiro não tem dúvida:
Lola foi, indiretamente, a causadora do hediondo crime de que sua filha foi vítima. “Na sexta-feira, a mando da mãe, Araceli tinha ido levar um envelope no edifício Apoio, no Centro de Vitória, ainda em construção, mas que já tinha uns três ou quatro apartamentos prontos, no 8º andar. A menina não sabia, mas o envelope continha drogas. Num dos apartamentos, Paulinho Helal, Dantinho e outros se drogavam. Ela chegou, foi agarrada e não saiu mais com vida”, conta o escritor.
O que aconteceu realmente com Araceli Cabrera Crespo talvez nunca se saiba. E talvez, seja bom mesmo não conhecer os detalhes, tamanha é a brutalidade que o exame de corpo delito deixa entrever. A menina foi estupidamente martirizada. Araceli foi espancada, estuprada, drogada e morta numa orgia de drogas e sexo. Sua vagina, seu peito e sua barriga tinham marcas de dentes. Seu queixo foi deslocado com um golpe. Finalmente, seu corpo – o rosto, principalmente – foi desfigurado com ácido.
Corrupção e cumplicidade da polícia
Seis dias depois do massacre da menina, um moleque caçava passarinhos num terreno baldio atrás do Hospital Infantil Menino Jesus, na Praia Comprida, perto do Centro da capital. Mas o que ele encontrou foi o corpo despido e desfigurado de Araceli. Começou, então, a ser tecida uma rede de cumplicidade e corrupção, que envolveu a polícia e o judiciário e impediu a apuração do crime e o julgamento dos acusados por uma sociedade silenciada pelo medo e oprimida pelo abuso de poder.
Dois meses após o aparecimento do corpo, num dia qualquer de julho de 1973, o superintendente de Polícia Civil do Espírito Santo, Gilberto Barros Faria, fez uma revelação bombástica. Ele afirmou que já sabia o nome dos criminosos, vários, e que a população de Vitória ficaria estarrecida quando fossem anunciados, no dia seguinte. Barros havia retirado cabelos de um pente usado por Araceli e do corpo encontrado e levado para exames em Brasília. confirmando que eram iguais. Por que a providência? Até então, havia dúvidas que era de Araceli o corpo que apareceu desfigurado no terreno baldio. Gabriel sabia que era o da filha – ele o reconheceu por um sinal de nascença, num dos dedos dos pés. Mas Lola disse o contrário. Assim que se recuperou, ela foi ao IML reconhecer o corpo e afirmou que não era de sua filha. Louzeiro recorda um outro fato a respeito disso, altamente elucidativo. Certo dia, Gabriel levou o cachorro Radar ao IML só para confirmar, ainda mais sua certeza. Não deu outra: mesmo com a gaveta fechada, animal agiu realmente como um radar, como Araceli premonizara, e foi direto à geladeira onde estava o corpo de sua dona.
O delegado muda de opinião
Porém, sem que explicasse o porquê (na noite anterior, ele tivera um encontro com Dante Michelini), Barros Faria mudou de opinião e, ao invés de estarrecer a população de Vitória, provocou riso e deboche por uma lado, e revolta, por outro. O assassino de Araceli, segundo ele, era um velho negro, demente, que perambulava pela Praia do Suá, perto da escola da menina. Começava a escalada de suborno, ou de medo. Coisa que não fazia parte do caráter de um sargento da Polícia Militar, lotado no serviço secreto, e de um vereador do MDB de Vitória. O primeiro, Homero Dias, acabaria pagando com a vida as investigações que fez. Certo de que estava mexendo em casa de marimbondos, o sargento Homero procurava se cercar de muito cuidado durante suas investigações. Tudo que apurava, ele comunicava a seu superior imediato, o capitão Manoel Araújo, também delegado de polícia, em quem confiava. A esposa, Elza, e ao sogro, João Dias, confidenciou certa vez: “Já tenho material para incriminar muita gente. Acho que o capitão Araújo já pode interrogar o filho de Constanteen Helal.”
Repentinamente, Homero foi afastado do caso pelo próprio capitão Araújo e recebeu ordens de perseguir o traficante José Paulo Barbosa. o Paulinho Boca Negra, na ilha do Príncipe. Na operação, Homero foi atingido nas costas e morreu. O próprio Boca Negra diria depois, na Penitenciária de Vitória, até ser calado para sempre, tempos após, com 27 facadas:
“Quem matou o sargento Homero foi o soldado da PM que estava com ele. Eu vi quando ele atirou.”
Evidências apontam para Helal e Dantinho
O vereador era Clério Vieira Falcão, falecido há cerca de seis anos, que travou incansável luta para botar na cadeia os assassinos de Araceli. Ele deflagrou uma campanha, que repercutiu em todo o país, exigindo a apuração do crime e a apuração dos culpados, que apontava: Dante de Brito Michelini, Paulo Constanteen Helal e a amante deste, Marisley Fernandes Muniz, viciada em drogas. O nome dela surgiu no caso graças à paciente investigação feita pelo perito Asdrúbal de Lima Cabral, o Dudu, que, com a ajuda de seu colega carioca Carlos Éboli, também muito contribuiu para que o caso não fosse esquecido. Louzeiro recorda, por exemplo, que certa ocasião Dudu seguiu a mãe de Araceli, Lola, até São Paulo. Ela tinha saído de Vitória vestida praticamente como uma mendiga e, num hotel da capital paulista, vestira roupas elegantes e embarcara num avião para a Bolívia. Motivo: comprar drogas para a gangue dos acusados, mesmo após a morte da filha.
Eleito deputado, Clério Falcão conseguiu formar uma CPI para apurar o caso, que obteve mais resultados que a própria polícia. Ouvida na CPI, Marisley Fernandes declarou que o casarão do Jardim dos Anjos era reduto de festas de filhos de milionários, onde se consumia grandes quantidades de cocaína e LSD.
Ela também disse, mas depois negou, que Paulinho Helal a tinha levado ao local onde estava o corpo de Araceli, num carro onde havia um frasco com um líquido amarelo e luvas. O objetivo dele, segundo a amante, era ver se precisava despejar mais ácido no cadáver para dificultar o reconhecimento. Também convocado a depor na CPI, o perito Carlos Éboli disse que os assassinos deram uma dose excessiva de LSD a Araceli.
O Caso Araceli também fez vítimas do lado dos acusados. Uma delas foi o jovem Fortunato Piccin, um viciado que perdia completamente a razão quando se drogava em excesso. Ele foi apontado pelo capitão Manoel Araújo como suspeito do crime e morreu depois de tomar um remédio trocado, na Santa Casa de Misericórdia de Vitória, da qual Constanteen Helal era provedor. Também há suspeitas de que o próprio Jorge Michelini, tio de Dantinho, tenha sido eliminado por ameaçar contar tudo que sabia. Numa madrugada, o carro que dirigia foi atingido pelo ônibus de uma empresa, cujos veículos só circulavam até meia-noite. Segundo Louzeiro, outros dois assassinados foram um mecânico que prestava serviços para Paulinho Helal e o porteiro do Edifício Apolo.
O corpo de Araceli, segundo as investigações, teria sido levado num Karmann-Ghia do Edifício Apolo para o Bar Franciscano, onde ficou dentro de uma geladeira. Posteriormente, o corpo teria sido conduzido à Santa Casa de Misericórdia, com a cumplicidade do funcionário do serviço de necrópsia Arnaldo Neres, que viraria depois dono de funerária. Finalmente, o cadáver da menina foi deixado no terreno baldio. Muita gente viu e soube do que estava acontecendo durante aqueles dias. Os carrascos de Araceli fizeram tudo quase abertamente, tal a certeza da impunidade. O inquérito policial não passou de uma farsa e o longo processo judicial não conseguiu transformar evidências em provas.
Ainda assim, em agosto de 1977, o juiz Hilton Sily (falecido em abril passado), determinou a prisão de Dante de Brito Michelini e Paulo Constanteen Helal, pelo assassinato de Araceli, e de Dante Barros Michelini, acusado de tumultuar o inquérito para livrar o filho. Em outubro do mesmo ano eles já estavam soltos e o juiz havia sido “promovido” a desembargador. Em 1980, Dantinho e Paulinho foram julgados e condenados, mas a sentença foi anulada. Em novo julgamento, realizado em 1991, os reús foram absolvidos.
O crime já prescreveu. Mas o Caso Araceli é uma ferida que nunca cicatrizou completamente. Mexer com o assunto em Vitória ainda desperta medo, revolta e incredulidade.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Parabáns aos policiais civis e militares
No dia 21 de abril comemoramos o Dia do Policial Civil e Policial Militar, meus parabéns a todos os policiais que se esforçam e trabalham duro para que lei seja cumprida.
Imaginem como seria o mundo sem policiais civis, militares, municipais… seria um caos, criminosos estariam livres para fazer o que quiser e a impunidade seria total.
Vejam o quanto o policial é importante para o sociedade, pois, são eles que lutam para que a ordem seja mantida. Mais um vez, parabéns aos bravos e corajosos policias.
Imaginem como seria o mundo sem policiais civis, militares, municipais… seria um caos, criminosos estariam livres para fazer o que quiser e a impunidade seria total.
Vejam o quanto o policial é importante para o sociedade, pois, são eles que lutam para que a ordem seja mantida. Mais um vez, parabéns aos bravos e corajosos policias.
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